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Política Eleições 2020

Especialista alerta que redes sociais podem ser armadilha nas eleições de 2020

João Miras analisa que os candidatos que estão conseguindo ter presença nas ruas, terão vantagens na decisão.

26/10/2020 11h49
Por: Graciele Oliveira

As eleições de 2020 é uma eleição profundamente atípica, o que dificulta ainda mais os exercícios de projeção, na medida em que os nossos parâmetros anteriores não são plenamente comparáveis.

Esta será a primeira eleição em meio a uma pandemia, o que em si já impõe uma nova dinâmica. Implicando nos aspectos estruturais e imponderáveis como o nível de comparecimento nas seções de votação, bem como a dinâmica de campanha, com o aumento ainda maior do peso das redes sociais, bem como das mídias tradicionais, com as limitações para o corpo a corpo. 

Tendo em vista uma eleição que os candidatos precisam manter o contato com o povo, o marketing digital tem se destacado, e um novo formato de campanha se fortalece nas redes sociais, mas  especialistas temem que o foco nas redes sociais sejam uma amardilha para candidatos que concentrarem suas energias nas mídias digitais.

"As redes sociais podem se tornar uma armadilha para quem não sabe usar,  porque a pessoa tá achando que vai ter voto só usando rede social e não vai. É preciso fazer campanha de rua, mas claro, seguindo todas as medidas de segurança sanitária", comenta o estrategista do marketing político, João Miras. 

A campanha tradiconal não está proibida, mas o Projeto de Lei 4.981/2020, proíbe a realização de eventos durante a campanha eleitoral que promovam aglomeração, enquanto durar a vigência do estado de calamidade pública no país (até 31 de dezembro). 

João Miras analisa que os candidatos que estão conseguindo ter presença nas ruas, terão vantagens na decisão.

"Uma  grande parcela da campanha está sendo digital, mas eu discordo daqueles que dizem que a campanha está sendo exclusivamente digital e diria até que a campanha estar muito mais na rua do que se pensa. Analisando tudo o que está acontecendo, as pessoas que estão na rua pedindo votos, estão levando vantagem. Mesmo sabendo das medidas de segurança ao combate à Covid-19, o fato é que os candidatos que estão nas ruas pedindo votos tão levando vantagem, mantendo todos os critérios de distanciamento social, uso obrigatório de máscara,  estão conseguindo manter contato com as pessoas e estão conseguindo trabalhar bem", analisa o estrategista.

Influenciadores

Os digitais influencers, com seus milhões de seguidores vem demostrando seus apoios aos seus candidatos, o que pode definir um fortalecimento nas campanhas, mas João Miras analisa que essa jogada não surtirá efeito. 

"Eu não acredito que esses apoios possam fortalecer candidaturas, principalmente a cargos majoritários. Hoje, o eleitor sabe muito bem diferenciar o potencial, o valor que tem um influencer, em relação ao tema específico que ele trata e a problemática do município, que é o caso dessas eleições que estamos vivendo, que o eleitor enfrenta. O eleitor enfrenta as dificuldades inerentes aos problemas da municipalidade, problemas de serviços que eles usam no dia a dia, que são prestados pelo o poder público", afirma.

Para João Miras, o que pode influenciar são candidatos que já faziam uso de suas redes sociais, já tendo um número significante de seguidores.

"Não há dúvidas que candidatos a prefeitura e vereadores que tenham um número de seguidores representativos ou que tenham conhecimento das ferramentas das redes sociais, impulsionamento que hoje são permitido por lei, esses levarão uma enorme vantagem sobre aqueles que não tem. Porque uma grande parcela da campanha está sendo digital", diz o especialista.

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