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Empreendedores enxergaram na crise novas oportunidades

Com a pandemia, empresários conseguiram inovar com os seus negócios

18/11/2020 08h08 Atualizada há 2 semanas
Por: Graciele Oliveira
Famárcia do Nemer Ibrahin/Foto: Cortesia
Famárcia do Nemer Ibrahin/Foto: Cortesia

Em toda a crise existe uma oportunidade. Às vezes, é difícil de enxergar, mas que ela existe, existe. E a pandemia, por todos os males e a situação caótica que transformou a economia, gerando uma onda de desemprego pelo Brasil, mostrou-se um momento oportuno para algumas pessoas empreenderem.

E hoje há dois tipos específicos de empreendedores. De um lado, há pessoas excluídas do mercado de trabalho ao longo da crise econômica, que juntaram criatividade e boa vontade para investir no próprio negócio e do outro há empresários que optaram por manter os investimentos, certos da retomada do lucro no pós-pandemia. Neste grupo, há os que se adaptaram à crise, diversificaram os serviços, se adequaram à “nova ordem” mundial.

Foi o caso do mais novo empreendedor Nemer Ibrahin, formado em farmácia, administração, recursos humanos e engenharia. Com uma trajetória na área da saúde por muitos anos, desenvolveu uma visão sobre o acompanhamento popular integral e, com isso, levou essa experiência ao seu empreendimento, uma farmácia, que está em operação desde do dia 11 de novembro de 2020 em Maceió.

Nemer explica sua estratégia de negócio, se tratando de um segmento da saúde em plena pandemia.

"O momento caótico vivenciado pela pandemia colocou no mercado uma gama de profissionais que buscavam novas oportunidades. Vi nessa mão de obra a vontade de superar as dificuldades com um grande potencial de aprendizado. Então resolvi investir na farmácia", explica.

Buscando inovar com o seu atendimento, a farmácia de Nemer priorizou a contratação de profissionais desempregados.

"Busquei pessoas desempregadas, mas que tinham grande potencial de aprendizado com a visão de não vender medicamentos, mas vender serviço de saúde", pondera.

O farmacêutico relata como surgiu a vontade de abrir o seu próprio negócio e de onde criou força para entrar no mundo dos negócios em meio a crise econômica.

"Sou farmacêutico, mas nunca havia trabalhado no ramo de farmácia comercial. Sentia a necessidade de chegar num estabelecimento que me prestasse um serviço com maior atenção e tendo uma visão integral do paciente, como o cadastro da família e o acompanhamento diário dos clientes. Então criamos uma estratégia de chegar até eles levando a atenção farmacêutica para dentro das residências a partir do contato na farmácia", esclareceu Nemer.

Em se tratando de empresários que optaram por permanecer no mesmo segmento, mas buscando inovar, o jovem empreendedor Fleidson Alves ampliou o seu leque de investimentos na compra de uma franquia de meios de pagamentos, na qual ele já tinha uma empresa no mesmo ramo.

Empresa do Fleidson, instalada em União dos Palmares. 
Foto: Cortesia

 

Fleidson relata que a crise foi o ‘start’ para enxergar novos horizontes.

"Na crise eu consegui ver oportunidades. Apesar da necessidade de inovar por conta de anteriormente o meu trabalho está ligado diretamente ao funcionamento do comércio e ser autônomo, eu estava no dia a dia visitando negócios, falando com comerciantes, etc. Então, de modo geral eu tive que me readequar a atividade que eu exercia anteriormente, mas essa readequação também serviu para enxergar novas oportunidades. Optei por recalcular a minha estratégia, sair da minha zona de conforto e me propus a inovar e trabalhar em uma nova cidade, mas por conta da oportunidade que eu julguei como única. Talvez se fosse outro momento, não tivesse tido a pandemia, eu tivesse deixado passar", declarou.

O empresário explicou porque escolheu abrir uma nova empresa no mesmo segmento que já atuava.

"Optei por um segmento que já conheço, que facilita pra mim, claro. Apesar de já conhecer o segmento, a ideia é de abraçar um projeto de longo prazo. A minha antiga atividade não proporcionava esse planejamento a longo prazo, por ser tudo de imediato", reforçou.

Com uma trajetória de apostas em empreendimentos, o empresário acredita que o seu negócio está sendo uma aposta alta.

"Sempre optei por atividades as quais eu tivesse um pouco mais de liberdade para tomar decisões, eu gosto de tomar decisões. Pra mim, tem sido uma aposta muito alta, porque quando você sai para o mesmo segmento, geralmente você já construiu alguma coisa, já construiu um relacionamento com o cliente, quando se trabalha com o comercial. Porque você está representando uma determinada marca, empresa dentro do mesmo segmento e isso pode gerar uma confusão para o interlocutor. Mas isso pra mim não tem sido um grande problema, porque eu escolhi uma nova rota, fui para outra cidade. Sou de Maceió, e abri a empresa em União", destacou.

Fleidson Alves 

 

Otimista pelo negócio, Fleidson já enxerga uma boa aceitação do público: "a aceitação do público ao segmento é muito boa, por se tratar de uma empresa que não é tão nova, atua no mercado há 8 anos, inclusive está listada na bolsa de tecnologia de Nova York. O que tem mais me chamado atenção é a abertura das pessoas a ouvirem propostas, a conhecer mais o segmento, até para que possam conhecer e tomar boas decisões", disse.

 

Instalada em União dos Palmares, atendendo as cidades de Branquinha, Ibateguara, São José da Laje e Santa do Mundaú, a empresa aposta na conquista de um nicho importante do mercado, formado por pessoas que exigem serviços de qualidade, tecnológicos e avançados.

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