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Alagoas tem a maior taxa de adultos considerados sedentários no país, aponta IBGE

A taxa do estado ficou acima da média registrada para o Brasil (40,3%) e foi a maior entre todas as unidades da federação

19/11/2020 16h27
Por: Redação Fonte: Ascom IBGE-AL
Reprodução
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Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgada nessa quarta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostraram que, em 2019, 49,3% dos adultos em Alagoas eram insuficientemente ativos, isto é, não praticaram atividade física ou o fizeram por menos do que 150 minutos por semana considerando lazer, trabalho e deslocamento para o trabalho, mas sem contabilizar o tempo dedicado às atividades domésticas. A taxa do estado ficou acima da média registrada para o Brasil (40,3%) e foi a maior entre todas as unidades da federação.

O recorte por sexo aponta diferenças. Entre as mulheres alagoanas adultas, 54,7% eram insuficientemente ativas, enquanto a taxa dos homens era de 42,9%. Em Maceió, 30,5% dos homens adultos eram insuficientemente ativos, e a taxa para as mulheres era de 45,5%. 

De acordo com a pesquisa, o sedentarismo chega a atingir 70,6% das pessoas com 60 anos ou mais em Alagoas. Por outro lado, eram 33,7% de jovens insuficientemente ativos no grupo de idade de 18 a 24 anos. 

Também existe uma relação entre nível de instrução e prática de atividades físicas. Dos indivíduos sem instrução ou com fundamental incompleto 60,6% são fisicamente inativos, número que reduz consideravelmente até os indivíduos com ensino superior, 36,9%. Da mesma forma, o percentual do grupo de pessoas sem rendimento até 1/4 do salário mínimo foi de 58,8%, caindo até 32,8% para as pessoas com rendimento per capita superior a 5 salários mínimos.

Em relação às características de cor ou raça, foi possível observar que 50% das pessoas brancas eram insuficientemente ativas. Já entre as pessoas pretas 47,9% estavam nesta condição. Entre os pardos, 49,4% não praticavam o nível recomendado de atividade física.

Na PNS 2019, a proporção de adultos classificados na condição de insuficientemente ativos no Brasil foi de 40,3%. Entre as mulheres foram observadas frequências mais elevadas em todas as Grandes Regiões, em comparação aos homens. No Brasil, 47,5% das mulheres eram pouco ativas, diferente dos homens, que apresentaram uma taxa de 32,1%. Mais da metade (59,7%) das pessoas de 60 anos ou mais de idade era insuficientemente ativa, e o grupo de idade menos sedentário foi o de 18 a 24 anos de idade (32,8%), seguido do grupo de 25 a 39 anos (32,9%).

Apenas 1,9% dos adultos alagoanos participam de programas públicos de incentivo à prática de atividade física

A PNS também revelou que apenas 1,9% dos adultos alagoanos participavam de programas públicos de incentivo à prática de atividade física, o que representava um número absoluto de 46 mil pessoas. A taxa foi a segunda mais baixa da região nordeste, à frente somente da Bahia (1,7%). Em Maceió, 1,6% dos adultos estavam engajados nesse tipo de atividade, correspondendo a um total de 12 mil pessoas. 

Esses programas contam com um engajamento maior da população jovem, 18 a 24 anos, 2,4%. A proporção do grupo etário de 40 a 59 anos foi de 2,1%, 60 anos ou mais, 1,8%, e 25 a 39 anos, 1,5%. 

Em Alagoas, um a cada cinco adultos assistia televisão por três horas ou mais por dia 

O tempo gasto em comportamentos sedentários está fortemente relacionado ao aumento do risco de desenvolver doenças, havendo múltiplas evidências de que o número de horas diárias que o indivíduo despende vendo televisão aumenta sua exposição à obesidade e, consequentemente, a outras doenças. 

Em 2019, 498 mil pessoas, ou seja, 20,7% da população adulta alagoana relataram ter assistido televisão por três horas ou mais por dia. A população idosa (60 anos ou mais) é o grupo etário que apresenta maior proporção de pessoas que assistia televisão por três ou mais horas ao dia, 25,6%. Os outros grupos etários apresentaram percentuais próximos, variando de 16,9% até 20,2%. Quanto ao nível de instrução, a menor proporção de adultos que assistiam televisão por 3 ou mais horas diárias tinha nível superior completo, representado por 16,8% deste estrato.

A condição em relação a força de trabalho influencia o uso de TVs, principalmente se considerar que as pessoas ocupadas possuem um tempo disponível menor, o que acaba dificultando utilizar a TV por três horas ou mais por dia. Para o grupo fora da força de trabalho, a proporção dos que assistiram TV por esse período diário foi de 23,1%, Já os desocupados eram 28% e os ocupados, 17,3%.

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