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COVID-19 Brasil

Primeiro a morrer de Ômicron no Brasil pegou vírus em abrigo de idosos

Ele teria pego a doença no local, segundo a Secretaria Municipal de Saúde do município

07/01/2022 14h49
Por: Alexandre Vieira Fonte: Metrópoles
Reprodução
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O paciente de 68 anos, confirmado nessa quinta-feira (6/1) como a primeira morte no Brasil causada pela variante Ômicron da Covid-19, morava em um abrigo de idosos em Aparecida de Goiânia (GO). Ele teria pego a doença no local, segundo a Secretaria Municipal de Saúde do município.

O secretário de Saúde local, Alessandro Magalhães, conversou com o Metrópoles na manhã desta sexta-feira (7/1). Ele informou que o abrigo, que é uma entidade filantrópica não vinculada à prefeitura e que atua em Aparecida, está sendo monitorado pelo setor de Vigilância Sanitária.

Até então, segundo ele, cinco casos de Covid foram confirmados no local, o que configura quadro de surto da doença. O nome do abrigo e nem do paciente foram divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Sequenciamento - Desses cinco casos, dois são de duas idosas que já haviam sido diagnosticadas com a variante Ômicron, durante o trabalho de sequenciamento genômico feito pela prefeitura. As duas senhoras estão bem e já vinham sendo acompanhadas pelos profissionais de saúde. Acredita-se que o idoso que faleceu possa ter pego a doença em algum contato com elas.

“Nós acreditamos que alguém, numa visita ou algum trabalhador, diante do contexto de transmissão comunitária da variante na cidade, possa ter levado o vírus lá para dentro. Surtos em abrigo ocorrem porque alguém de fora leva o vírus”, aponta Alessandro.

O idoso de 68 anos morava no local já há algum tempo. Ele possuía comorbidades, como doença pulmonar obstrutiva crônica e hipertensão. Por ser institucionalizado e viver em abrigo, ele entrou no primeiro grupo de vacinação do Plano Nacional de Imunização (PNI) e já havia tomado a terceira dose da vacina.

As duas primeiras doses foram de Coronavac e a terceira, aplicada no dia 1º de setembro de 2021, foi de Pfizer. A família dele também está sendo acompanhada pelos técnicos da prefeitura. Até o momento, todos estão saudáveis, sem apresentar sintomas ou suspeita da doença.

Quadro agravou-se rapidamente

O senhor apresentou os primeiros sintomas da Covid no dia 20/12, como tosse, dispnéia, desconforto respiratório e saturação abaixo de 95%. No dia 24/12, ele deu entrada numa Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Aparecida, já em situação agravada. “Foram quase 48h para estabilizá-lo e ter condições de transporte para levá-lo para o hospital municipal”, conta Alessandro.

A transferência ocorreu no dia 26/12 e menos de 24h depois, à 1h31 do dia 27/12, ele morreu em decorrência de um choque séptico ocasionado pela Covid-19. “Como ele já tinha histórico de contato com pessoas (as duas idosas moradoras do mesmo abrigo) que a gente já havia sequenciado e confirmado que era Ômicron, sequenciamos a amostra dele também”, relata o secretário de Saúde. O resultado positivo para a variante saiu nessa quinta-feira.

Variante chegou à cidade após evento religioso

A chegada da Ômicron ao município, conforme a investigação epidemiológica feita pela prefeitura de Aparecida de Goiânia, ocorreu após um evento religioso, no qual estavam presentes duas pessoas que tinham acabado de chegar da África.

Com a identificação de casos de Covid entre os presentes, nos dias seguintes ao evento, a Vigilância local conseguiu mapear todos aqueles que tiveram contato com essas duas pessoas. Em seguida, identificou-se um avanço da doença entre os integrantes desse grupo e verificou-se, por meio de sequenciamento em laboratório, que tratava-se da Ômicron.

Transmissão acelerada

Até então, 55 casos da variante já foram confirmados na cidade. No início de dezembro, ela representava 15% das amostras analisadas no laboratório vinculado à prefeitura. Nessa última semana, elas já corresponderam a 93% dos resultados.

O quadro de transmissão comunitária foi confirmado pela SMS já em dezembro, dias depois das primeiras confirmações. No decorrer dos sequenciamentos, segundo Alessandro, eles chegaram a duas pessoas com variante Ômicron que já não tinham histórico de contato com as pessoas que estavam no tal evento.

“Não conseguimos mais rastrear a origem, a partir de então”, revela ele. A variante alastrou-se. “Percebemos que ela transmite muito rápido. Nós projetávamos a prevalência dela para a segunda quinzena de janeiro, mas ela já ocorreu na primeira semana deste mês”, expõe o secretário.

Alessandro acredita que a chegada da variante, somada ao período de festas e aglomerações de final de ano, acelerou o ritmo de transmissão da Covid em Aparecida de Goiânia. “No dia 22 de dezembro, o índice de positividade entre os testados na cidade estava em torno de 5%. Hoje, a média móvel está em torno de 17%”, revela.

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